quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Desabafo

Passa tudo tão rápido, e chega um momento em que devemos parar para ver o sentido nessa rapidez. Há sentido?
Não!
Começa a ser sem razão, sem vivência. É tão rápido que nem sabemos mais para que fazemos o que fazemos. E devemos sempre ter em nossa consciência o por quê disso tudo, para o que nos guiamos.
Frequentemente nos esquecemos de questionar isto, e a rotina se torna apenas um "deixar ser levado pela vida", e não há coisa mais sem sentido em viver do que isso. Passa-se apenas a existir...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Visto meu Disfarce

Visto meu disfarce
de quem fez passado.
E, no entanto, no descompasso,
meus olhos destroem
o que minha omissão arquiteta.

Tolo olhar,
que na sua fome e teimosia,
me entrega!
Olho para baixo...
...me concentro na pessoa com quem converso
na tentativa de afastar
meu carinho enamorado
por ti .

Disfarço (?)
Faço a face fria, a da indiferença que me falta.
Como se a aparência fosse sincera.
Estalando meus lábios nervosos
que não mais encontram os teus.

Oh tempo (que tantos dizem), tu que tanto demoras
Entre logo em meu peito
E me seque dessa angústia,
presa,

...berrante.

xxx

Poema antigo!

domingo, 10 de agosto de 2008

É possível ter saudade de coisas não ocorridas?
Ando sentindo falta de coisas que não aconteceram e que nem sei dizer o que é exatamente.
Não é saudade de sonhos que tive e não tenho mais; talvez seja a falta daquele caminho que ficava ao lado do que escolhi...
Mas, aí soa como arrependimento. E não é isso também.
...
Acho que não é saudade, tomo saudade como uma falta de parte de mim - não que necessite de pessoas para me sentir plena, mas é a falta da reflexão de mim que vejo nelas (mas, falar sobre isso fica pra outra hora) - e nesse exato momento é o que tô sentindo. Tô confundindo sentimentos, confundindo significados dados a eles. O que preciso é inventar uma palavra pra isso que tô sentindo. Bem, vou trabalhar nisso! Depois eu mando pra autoridade não-sei-ainda-qual-é-que-se-manda-quando-se-inventa-uma-palavra (deve ser a Academia Brasileira de Letras).
...
Vai ver eu é que ando com o vocabulário escasso ou isso se chame "Domingo".

.
obs.: chamar A.B.L. de autoridade chega ser piada nos dias de hoje.
obs'.: não sei se esse post ficou engraçado/idiota, mas eu realmente tô sentindo essa "coisa-sem-nome".
obs''.: estou numa paquera com o bigodudo do Nietzsche sem noção, acho que estou me apaixonado, mesmo ele sendo um tanto quanto racista (é sim!!!).

quinta-feira, 24 de julho de 2008

E se olhou como se estivesse vendo pela primeira vez. E era a primeira vez que se conhecia.
Sentiu-se um principiante no mundo, mas não de uma maneira ingênua e sim como um ator que faz sua estréia numa peça...maneira errada de se colocar o que ele sentia. Pois, finalmente, parava de representar e se colocava como o que veio a ser depois de tudo o que passara.
Não tivera uma vida difícil, pelo contrário, o incomodava a facilidade com que tudo lhe era dado e dai vinha a dor que o corroía. Via o mundo com uma melancolia, mas a melancolia estava nele. Não sabia o que era essa dor, tinha tudo para ser feliz. Assim parecia...
A plasticidade que o rodeava o incomoda, aquela etiqueta mal servida, o sorriso de lado por educação.
Viu que aquela vida não era dele, aquele modo de se portar. Era o que era esperado de alguém que teve a vida dele. E numa certeza tão repentina, mudou seus passos.
Os que ficaram e não viram seus passos seguintes, contam de sua ingratidão. Os que o conheceram depois contam do homem com passado certo e do menino que antes só conhecia o mundo pelos livres, só conhecia sua dor e que dessa se livrou quando deixou o certo pelo incerto.

sábado, 21 de junho de 2008

O Eu se perdeu. Não está desconstruído, só não sabe o melhor caminho. Por isso parado fica, esperando; talvez pela covardia de se mudar, de aí sim desconstruir, talvez pela esperança de que surja alguma indicação para qual caminho seguir. Duas hipóteses de uma pessoa impregnada de medo. Medo do Eu se tornar desconhecido, e o que é a certeza de ser Eu tornar-se-ia Ignoto.
Porém, é na negação sobre o dever que Eu já não é mais, e na negação da vontade e da certeza que se tem em Eu que Ignoto fica.
É preciso desdobrar os emaranhados da dúvida e das hipóteses, fazer o risco tornar uma certeza.

domingo, 8 de junho de 2008

É preciso se despir do medo,
se despir do que é dito,
das convenções.

Viver intensamente, abusar...
ser arrebatador!

E não falo de um modo hedônico,
é do meio...
o que me agrada,
é para o qual me brio.
É nele que está a satisfação de se viver.

É preciso ter destreza
a brandura e a leveza
de saber valer-se
e a voracidade do não querer acabar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Mais uma noite de insônia. Entretanto, gosto dela. É no silêncio da noite que consigo colocar meus pensamentos mais ou menos em ordem e idéias surgem. A solidão da noite é tão pacificadora para a mente, enquanto outros sonham dormindo, eu sonho acordada com outra possível realidade. É uma embriaguez de olhos ardendo pelo cansaço, idéias desvairadas e o calar da noite. Quando se consegue dormir, pela exaustão, acordo e as idéias não me parecem tão únicas e possíveis quanto na vez em que a insônia me consumia...

*

Vereda

Sei minha vontade!
Ah, a sei!!!
Os outros que não a entendem
(e isso é dispensável).
Eu sei e basta!
E quem são os outros?
Quem são esses
que tanto formam juízo?
Esses superegos
(de)formados,
e conjuntos,
e uniformes...
...me julgam,
e nem se quer olham suas imagens
_que nem suas são.
Sou eu, eu sou
_andarilha
Meu caminho traço,
vereda tão estimada
sem refletir a dos Outros.
E os outros ficam nos caminhos
já trilhados.
Eu procuro um atalho a esse,
pois nele reside minha ventura.

*

E vontando com outro blog! Odeio televisão, mas não dispenso um computador e sou blogeira assumida!! Vamos ver quanto tempo mantenho esse!